MALA #265
Vem ver o Oscar comigo nesse domingo?
IMAGEM DA SEMANA
Eu vim do futuro e tirei esta foto no domingo à noite no Dolby Theater. Você duvida?
O OSCAR, COMIGO E “SEM MIGO”
Chegou a hora! A comunidade cinematográfica para este domingo para assistir à cerimônia do Oscar, que acontece no Dolby Theatre, em Los Angeles, a partir das 21 horas.
Minha relação com o Oscar é curiosa. Não sou como a maioria de vocês, que acha a cerimônia enfadonha, não aguenta os números musicais, não ri das piadas e queria que ela durasse apenas uma hora. Eu sempre gostei e me divirto com quase tudo, mas até reconheço que música demais “enche um pouco o saco”.
Felizmente, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas aprendeu a lição e parece querer transformá-la em um produto que seja agradável e que também entregue prêmios. Até porque o Oscar será exibido em TV aberta por lá até o ano de 2028 e precisa de audiência para atrair patrocinadores, garantindo que o contrato seja renovado e que, no ano que vem, voltem à ativa.
Bom, isso pelo menos até a cerimônia passar para a Netflix, em 2029. Tenho uma enorme curiosidade em saber como será quando a maior mudança desta premiação tomar corpo. Será maior? Menor? Recheada de números musicais? Com menos intervalos? A julgar pelo que já vemos no ActorAwards, (antigo SAG Awards) podemos esperar menos intervalos e mais “conteúdo” em um espaço de tempo relativamente igual ao que temos hoje. Mas vai saber...
Eu até acho que a edição deste ano já pode ser diferente e refletir, de alguma forma, o fim do contrato atual. É como se a Academia dissesse aos patrocinadores e à emissora que a transmite: “Vamos fazer o que quisermos, porque estamos de saída”. Meio como quando você vai mudar de apartamento e picha o atual antes de entregar.
Apesar disso, hoje tenho uma relação diferente com o Oscar em comparação ao passado. Atualmente, cubro o evento profissionalmente, falo dele aqui e em outras mídias para você, mas sou mais leve em relação ao que acontece. No passado, já torci fervorosamente por um ou outro filme, fiquei irritado ou alegre com derrotas e vitórias e até participei de bolões e festas, como se fosse uma final de Copa do Mundo.
Até que entendi que não é. Pode ser para a indústria cinematográfica, mas não é para o Cinema. O Oscar é um prêmio comercial e muitos questionam se deveríamos realmente chamá-lo de “a maior premiação do cinema”. O Oscar é um prêmio da conveniência do momento: o filme certo, na hora certa, acaba ganhando. Ou não, e é nesse momento que a porca torce o rabo.
O maior exemplo recente dessa “conveniência” é CODA - No Ritmo do Coração, que levou a estatueta de Melhor Filme em 2022. Muita gente não entende como aquele filme venceu obras cinematográficas tecnicamente melhores e mais importantes, mas eu entendo perfeitamente e até aceito. Era o filme mais acolhedor naquele momento pós-COVID, em que precisávamos apenas de um “conforto no coração”. Aliás, a Variety publicou um texto esta semana falando exatamente disso.
Por isso, fica aqui a dica mais importante: torça para O Agente Secreto e outros filmes no domingo, mas se os prêmios não vierem, não ligue. O mais importante para o cinema brasileiro, neste caso, é a exposição que nossos profissionais estão conseguindo na comunidade internacional. O espaço que diretores, roteiristas, atores e fotógrafos (Adolpho Veloso, indicado por Sonhos de Trem, é um ótimo exemplo disso) têm conquistado é maior do que qualquer troféu.
Dito isto...
LIVE OSCAR 2026
Estarei com vocês no domingo, a partir das 20h, no meu canal do YouTube, comentando a cerimônia AO VIVO daquele jeito que você já conhece: com descontração, comidinhas, bebidinhas e muito bate-papo. Vamos nessa?
Já salva aí:
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PALPITES PARA O OSCAR 2026
O “Meninos Eu Vi” desta semana é especial. O meu já tradicional especial com os palpites para o Oscar já está no ar. Será que eu vou acertar (normalmente meu índice de acerto é acima de 90%, hein?) mas esse ano tenho muitas dúvidas. Eu e todo mundo que cobre e fala sobre isso. Clica aí pra ver e palpitar comigo:
O podcast “Meninos, Eu Vi” está disponível no Apple Podcasts, Amazon Music, Deezer, Castbox e Youtube, além do Spotify. Clique aqui para obter os outros links.
PARA ASSISTIR NO CINEMA (OU NÃO)
Iron Lung
Direção: Markiplier
Elenco: Markiplier, Caroline Kaplan, Jacksepticeye
Eu nunca tinha ouvido falar em Markiplier, mas fiquei muito curioso quando li sobre esse filme e o que ele pode significar para a história do cinema.
Para rebobinar a história, “Iron Lung” é uma adaptação de um game de terror independente, escrito, produzido, dirigido, editado e interpretado por Markiplier (codinome do youtuber Mark Fischbach, que tem quase 40 milhões de seguidores em seu canal). Filmado no início de 2023 em apenas de 35 dias, sua trama é focada em um prisioneiro confinado em um submarino explorando um oceano de sangue. E aí, com o filme nas mãos, Markiplier partiu para uma estratégia ainda mais ousada. Sem nenhum estúdio ou distribuidora tradicional por trás, o plano inicial era um lançamento limitado em cerca de 50 a 100 cinemas independentes nos Estados Unidos. Mas o diretor ativou sua base de fãs, incentivando-os a pedir diretamente aos gerentes de cinemas locais que exibissem o filme. O resultado dessa campanha orgânica foi colossal: o filme garantiu espaço em grandes redes globais, como AMC, Cinemark e Regal, o lançamento saltou para mais de 4.100 telas ao redor do mundo, sem gastos com o marketing tradicional; a divulgação ocorreu estritamente de forma direta para a audiência. “Iron Lung” já ultrapassou a marca de US$ 50 milhões arrecadados em bilheteria global.
É ou não é motivo suficiente para ir ao cinema? Podemos estar diante de uma reviravolta no mercado.
Acontece que nem só de boas iniciativas de marketing vive o cinema mundial. É preciso também um bom filme. E isso é tudo o que “Iron Lung” não é.
Eu tenho uma regra quando vou assistir a uma adaptação de um livro, um gibi, uma série, um game ou qualquer coisa parecida: a obra precisa funcionar por si só. Se você precisa ter assistido, lido, ouvido, jogado vários outros produtos anteriormente para entender o que está acontecendo, pra mim não serve. E parece ser este o problema de “Iron Lung”.
Feito inteiramente dentro de um cenário apenas (com exceção de algumas poucas cenas de flashback em outros locais), o filme é longo, chato, sem propósito e, por mais que seja uma daquelas produções pós-apocalípticas, em que um herói parte em busca de algo que pode ser a chave para salvar a humanidade que ainda resta, em momento algum conseguimos nos conectar com o personagem. Markiplier até que se esforça, mas ele definitivamente não é um ator. Assim, ele falha miseravelmente na tentativa de fazer com que nos importemos com aquele personagem ou com sua jornada
O que sobra? Quase nada. Nem os tais 80 mil galões de sangue falso usados por ele na produção (que quebrou o récorde anterior de “Evil Dead”) impressionam. Talvez “Iron Lung” funcione no game, mas no cinema é uma lástima e um filme absolutamente esquecível.
COTAÇÃO: *
EM CARTAZ NOS CINEMAS DE TODO O BRASIL DESDE ONTEM
A SEMANA DA CULTURA POP
Aqui tem Jake Gyllenhall e Henry Cavill no trailer do novo Guy Ritchie, “In The Grey”:
Semana de Oscar é assim mesmo, com mil especulações e as bolsas de apostas comendo soltas. A Variety, por exemplo, agora diz que “O Agente Secreto” vai sair da cerimônia com as mãos abanando.
Já a Indiewire diz que o filme brasileiro é o melhor entre os dez indicados a Melhor Filme.
E a bobagem que Chalamet falou sobre opera e musicais (e que pode ter tirado o Oscar de suas mãos) continua repercutindo. Agora foi Whoopi Goldberg quem criticou o “garoto”.
Andrea Bocelli também falou sobre o assunto.
Teremos uma reunião da Marvel no palco do Oscar no domingo?
Aliás, Whoopi vai ser tema de um documentário, feito pelo mesmo diretor de “A Vizinha Perfeita", indicado ao Oscar.
Huntr/X e Buddy Guy (nunca pensei que fosse escrever isso na mesma frase) estão entre os artistas que vão se apresentar na cerimônia do domingo.
E que tal esse guia com as festas pré e pós-Oscar?
Corey Feldman, um dos meninos de “Conta Comigo” está reclamando que a Academia o deixou de fora da homenagem a Rob Reiner, que vai rolar no domingo.
Uma notícia que ninguém esperava: Arnold Schwarzenegger vai voltar à pele do personagem que o tornou famoso: Conan. 44 anos depois do filme original.
Donald Glover vai ser Yoshi no filme “Super Mario Galaxy”.
Elijah Wood não quer que ninguém interprete Frodo enquanto ele estiver vivo e bem.
Billie Eilish está negociando para fazer sua estréia no cinema no novo filme de Sarah Polley.
Kate WInslet deve estar em “The Hunt for Gollum”, de Andy Serkis.
Quentin Tarantino marcou para 2027 a estréia de sua nova peça de teatro, em Londres.
Barbra Streisand vai receber uma Palma de Ouro honorária no Festival de Cannes deste ano.
“Manhood” é um documentário de Daniel Lombroso que estreia em 14 de março na SXSW e acompanha homens que buscam procedimentos caros de aumento de pênis, focados em “girth enhancement”. Não temos o trailer, por enquanto. Porque eu sei que você deve estar curioso.
Aliás, aqui está uma lista de filmes e séries que devem ser os nomes mais quentes do SXSW deste ano.
Aqui o trailer da nova série de Vicente Amorim para a Netflix:
Saiu o teaser de “The Hawk", série sobre o universo do golfe estrelada por Will Ferrell:
A que ponto chegamos: o filme “undertone”, novo horror da A24, é ambientado no universo dos podcasts. Assista ao trailer:
Aqui o trailer da nova “Malcolm In The Middle”, 20 anos depois:
A série “Rivalidade Ardente”, Cynthia Erivo e Lady Gaga foram os grandes vencedores da edição deste ano do Queerties Awards.
Vem aí uma série doc sobre Gina Lollobrigida e a batalha por sua herança.
E essa agora? Acusações de bullying nos bastidores da nova série “Harry Potter”.
Uma série live action sobre a Fada Sininho está em desenvolvimento na Disney.
“Adolescência" não cansa de ser indicada e ganhar prêmios. Agora foram 6 as indicações para a Royal Television Society.
A nona temporada de “Rick and Morty” vem aí, “sem IA desnecessária”.
O Oscar nem aconteceu e já temos previsões para o Emmy deste ano.
Você se interessa pela primeira entrevista em seis anos de Harvey Weinstein, direto da prisão?
Que tal uma música nova do Modest Mouse?
Aqui uma nova do Bleachers:
Violet Grohl está prestes a lançar seu disco de estréia e compartilhou mais um single:
Aqui a faixa-título do novo disco de Kim Gordon:
Novo single - o primeiro em cinco anos - do Iceage:
Aqui tem beabadoobee e The Marías, em um novo single:
Eu tenho certeza que vocês estão loucos para ouvir a cover que Harry Styles fez de “Everybody Wants To Rule The World”:
E aqui “A Rainy Night In Soho", dos Pogues, com Bruce Springsteen, para um álbum-tributo da banda:
Cinebiografias que precisamos: Bon Jovi.
Biografias que precisamos: a definitiva de Alice Cooper.
Vem aí: um doc sobre Kenny Loggins.
E outro sobre Ennio Morricone.
De acordo com Damon Albarn, o Gorillaz nunca vai acabar.
Adivinha o que aconteceu na venda de ingressos para a temporada do Metallica na Sphere, em Las Vegas?
O filme “George Michael: The Faith Tour”, que documenta a turnê homônima do artista, chegará aos cinemas ainda este ano, remasterizado, juntamente com um álbum ao vivo de 18 faixas com performances inéditas.
Madonna confirmou que ainda possui a camisa do time Celta de Vigo, que utilizou durante um concerto da sua “Blond Ambition Tour” em Vigo, no ano de 1990. O clube espanhol tinha lançado um apelo público e uma carta aberta para tentar localizar a peça histórica para o seu arquivo.
Boy George: “eu uso IA para compor”.
Shirley Manson: O Garbage teria faturado a mesma quantia com 10 shows na América do Norte do que com 40.
A lenda Jello Biafra sofreu um AVC hemorrágico e foi hospitalizado.
E o Morrissey que cancelou um show (oh really???) porque não conseguiu dormir? É isso mesmo que você leu.
Miley Cyrus vai voltar à personagem Hannah Montana para a celebração dos 20 anos da série, em um especial que estréia ainda neste mês no Disney+. Confira o teaser:
Tilly Norwood, a atriz IA, lançou um clipe. Ao mesmo tempo que ele é bizarro, é impressionante seu realismo:
MERCADO, ETC
A Live Nation chegou a um acordo com o governo dos Estados Unidos no caso antitruste, que ameaçava separá-la da Ticketmaster.
A Apple Music e o TikTok uniram forças para lançar um produto que permite aos usuários do TikTok reproduzir músicas completas na plataforma sem precisar sair do aplicativo.
Novo bilionário no entretenimento: Dr. Dre.
ESTRÉIAS DA SEMANA EM STREAMING E CINEMA
ONE PIECE - 2a temporada - estreou esta semana na Netflix:
DINASTIA: A FAMÍLIA MURDOCH - estréia hoje na Netflix:
VIRGIN RIVER - 7a temporada - estreou esta semana na Netflix:
NUA NA REDE: A VERDADE SOBRE ROSE LEONEL - estreou esta semana na HBO Max:
SCARPETTA: MÉDICA LEGISTA - estreou esta semana no Prime Video:
ROOSTER FIGHTER - Estréia domingo no Disney+:
E mais….
PLANETA DOS MACACOS: O REINADO - Chegou esta semana no HBO Max
DOWNTON ABBEY: O GRANDE FINAL - Chegou esta semana no Prime Video
E nos cinemas….
DICA MUSICAL
A primeira coletânea “Help” saiu na década de 1990 e foi uma iniciativa da War Child, ONG liderada por Tony Crean e Brian Eno, que queria arrecadar fundos para as crianças vítimas da guerra na Bósnia. Eles decidiram que o álbum deveria ser gravado em um único dia para estar nas lojas no sábado seguinte. Na época - o auge do britpop - conseguiram não só Oasis e Blur para o projeto como montaram um supergrupo que incluía Paul McCartney, Paul Weller e Noel Gallagher. Isso sem falar em Radiohead, Portishead, Stone Roses, Suede e muito mais.
Agora, a iniciativa se repete e este “HELP(2)” também tem causas humanitárias como pano de fundo e reuniu um verdadeiro quem-é-quem da música para uma das melhores coletâneas da música dos últimos tempos, em altíssima rotação desde a semana passada aqui nos domínios das Organizações MALA.
Difícil dizer qual a versão mais inspirada. Seria a de Arooj Aftab e Beck para “Lilac Wine”, eternizada por Nina Simone/Jeff Buckley? Ou Beth Gibbons para “Sunday Morning”, do Velvet Underground? Uma grande sacada foi a presença de alguns artistas veteranos, que já estavam na primeira coletânea em meio à novíssima geração. Assim temos Damon Albarn com Kae Tempest e Grian Chatten, por exemplo.
Vale dizer que as canções escolhidas para este projeto refletem um tom de resiliência e esperança. Nada mais apropriado para os dias de hoje.
Ouça já!
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